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Mufla Primária

A mufla é uma terminação para cabos elétricos. É o dispositivo que serve para isolar um cabeamento condutor de eletricidade quando este é conectado a:

  1. outro condutor;
  2. um equipamento, como um transformador, por exemplo;
  3. um barramento elétrico (tira grossa de cobre ou alumínio que serve para conduzir a eletricidade dentro de um quadro de distribuição de energia).

Logo, as muflas elétricas são utilizadas para conectar ou finalizar cabos alimentadores de energia, sejam eles de alta, média ou baixa tensão.

São muito utilizadas para a transição da rede de energia elétrica aérea para a subterrânea, ou vice-versa.

Aplicadas em Entradas Primárias e nas Redes de Distribuição Primária das Concessionárias nas saídas de Subestação, onde existe a conversão da rede subterrânea para a aérea. Muitas vezes é necessário converter parte da rede aérea em subterrânea devido a construção de viadutos, passarelas, cruzamento com ferrovias, entre outros.

Normas e Requisitos

As principais Normas e Requisitos que se aplicam à mufla primária são:

  • ABNT.NBR.14039: Norma Brasileira Regulamentada para “Instalações Elétricas de Média Tensão de 1,0 kV a 36,2 kV”. Ela estabelece os requisitos mínimos para a concepção, execução, inspeção e manutenção de subestações de entrada de energia e instalações de média tensão, o que inclui a correta instalação e especificação de muflas (terminações).
  • Normas da Concessionária Local: Devido à falta de uma padronização nacional completa, cada concessionária de energia possui seus próprios Padrões Técnicos e Normas Técnicas de homologação de muflas e instalações em tensão primária. O uso da mufla deve estar em conformidade com essas Normas Técnicas para que a instalação seja aprovada para ligação.
  • NR-10: A Norma Regulamentadora 10 do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, trata da Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade em Baixa Tensão. Ela define os requisitos de segurança para os profissionais que trabalham direta ou indiretamente com as Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Os profissionais que irão atuar com muflas – Média Tensão, deverão cursar o Módulo II da NR10 – SEP – Sistema Elétrico de Potência, a fim de atuar com montagem e manutenção de muflas em redes de Média Tensão.
  • Normas de Produto (Fabricante): As muflas devem seguir as especificações técnicas do fabricante e, muitas vezes, os kits de montagem vêm com instruções detalhadas e produtos específicos para limpeza (como álcool isopropílico ou benzina) que devem ser seguidos rigorosamente para garantir a performance e a segurança da terminação. 

Devem ser observados na Instalação

A instalação da mufla é crítica e envolve procedimentos específicos para garantir o isolamento e a segurança, como: 

  • Limpeza e Preparação: A remoção correta da camada semicondutora do cabo e a limpeza da superfície de isolamento com produtos indicados (evitando álcool gel, por exemplo, que pode causar problemas) são cruciais.
  • Uso de EPIs: O profissional deve utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) apropriados, conforme a NR-10 e SEP, durante o manuseio e a instalação, para evitar acidentes de trabalho e contaminação do material.
  • Distância de Escoamento: As muflas devem ter uma distância de escoamento fase-terra adequada, especificada nas Normas Técnicas, para evitar falhas de isolamento na superfície externa. 
  • A fim de garantir a conformidade na instalação de uma mufla primária, é imprescindível seguir as diretrizes da ABNT.NBR.14039 e, principalmente, as Normas Técnicas específicas da concessionária que atende a localidade, nunca se esquecendo de trabalhar de acordo com a NR10, SEP, NR35 e demais Normas de Segurança no Trabalho que se fizerem necessárias.

Adolpho Eletricista – Seu Eletricista em São Paulo.


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Segurança em Instalações Elétricas

Texto de Adriano Smid Bianchi para o Grupo Eletricidade, Teoria na Prática, do Facebook, administrado pelo parceiro e amigo Kurt Meister.

A ambos, o meu muito obrigado pela colaboração e autorização da divulgação desse texto.

As grafias em itálico são de minha autoria, sendo mantido o texto original.

O Brasileiro não conhece a Cultura de Segurança em Instalações Elétricas. Para muitos vale mais aplicar a “Lei de Gerson” (Lei do menor esforço) e torcer para que o Universo não aplique a “Lei de Murphy” (Se houver uma probabilidade de dar errado, vai dar errado).

Digo isso pois é normal vermos postagens em que faltam sistemas e dispositivos de segurança como aterramento, IDR, DDR, DPS e o profissional sempre usa a desculpa “mas o cliente não quis”, “iria ficar muito caro”, “o cliente disse que não precisa, que é frescura” e coisas do tipo.

Some à resistência do cliente o fato de não termos qualquer tipo de fiscalização, como ocorre em outros países, em que a obra ou a reforma é paralisada/embargada caso as Normas não sejam cumpridas. E isso faz com que profissionais, inclusive eu, tenham que abdicar do cumprimento estrito da Norma porque “senão vem outro e faz”.

Conscientização

Mas cabe a nós nos conscientizarmos e concientizar os clientes que segurança não é um custo adicional e que os sistemas de segurança devem ser implementados pois são essenciais, e cada um tem sua finalidade e pode evitar prejuízos maiores.

Se o cliente pudesse, nem mesmo disjuntores ele instalaria para poder reduzir os custos, mas sabe por que ele instala? Ele o faz porque faz parte da cultura de segurança dele.

Ele sabe que sua residência estará mais segura se ele tiver um disjuntor para interromper o circuito em caso de problemas e sabe, principalmente, que o disjuntor pode evitar que a casa dele pegue fogo. O medo de um prejuízo financeiro maior que o custo da instalação dos disjuntores é determinante.

DPS

Análise de Riscos

Por isso precisamos sempre informar o cliente da proteção que cada sistema de segurança traz e, principalmente, mostrar os riscos e os prejuízos que podem ocorrer se ele não usar, ou usar de maneira incorreta.

É sabido e difundido que o sistema de aterramento serve para evitar que equipamentos com carcaça metálica, chuveiros, etc. “deem choque”, porém hoje em dia é comum que alguns equipamentos utilizem o sistema de aterramento para drenar a eletricidade estática, para proteger outros componentes de descargas indesejadas ou até por meio de varistores (DPS) fazerem uma última linha de proteção contra surtos.

Se o equipamento não estiver aterrado, essas funcionalidades se perdem e o mesmo fica mais exposto a problemas. Mostre para o cliente que ele pode e deve evitar alguns prejuízos.

Prevenção

Com o DPS também é assim.

Todo cliente já ouviu falar de uma descarga atmosférica que queimou tudo na casa de alguém.

Também já soube que no retorno do desligamento da rede da concessionária causou a queima de uma geladeira, uma TV, ou um daqueles eletrônicos ultra mega super blaster que tinha acabado de chegar.

Fale para ele como o sistema funciona e como ele pode minimizar as chances disso acontecer. Até mesmo pequenos surtos de tensão, presentes em qualquer rede elétrica, vão sendo drenados imperceptivelmente, preservando a vida útil dos equipamentos.

Vamos tratar especialmente do dispositivo IDR. Muitos eletricistas “vendem” o IDR como em dispositivo para “evitar choque”, mas ele vai muito além disso.

Apesar de evitar alguns tipos de choque, a principal função do IDR é atuar em caso de fuga de corrente e, apesar disso parecer menos importante que “evitar choque”, essa que é a função dele e pode evitar enormes prejuízos ao cliente, inclusive salvar vidas.

Análise do Problema

Fui chamado por uma cliente que atendo há mais de um ano, que tem uma casa construída fazem uns 4 anos.

Essa cliente relatou-me que a conta de energia dela vem aumentando mês a mês, indo para R$ 300,00, depois R$ 500,00, R$ 700,00, até que a última veio R$ 980,00.

Ela entrou em contato com a concessionária que mandou uma equipe que constatou que poderia estar ocorrendo uma fuga de corrente.

Fui ao local e conferi as medições dos colegas da concessionária e constatei que havia uma fuga de míseros 12,8 A, ou seja, eram cerca de 1625 W sendo jogados fora por hora.

Comecei a rastrear a fuga. Achei o circuito, fui isolando os pontos, até encontrar e corrigir o problema, onde o cabo da fase tinha contato com o cabo de um aterramento TT feito porcamente.

Perceptivelmente, o problema começou pequeno, mas foi aumentando com o aquecimento dos cabos causando o derretimento da isolação e aumento da área de contato.

A causa inicial do problema foi uma manutenção mal feita, com a eliminação de uma tomada, que segundo a cliente foi realizada pelo tio dela, sem conhecimento na área.

Mostrei então para a cliente como um IDR instalado teria evitado tamanho prejuízo, detectando a fuga de corrente logo no princípio. O resultado disso é que já estamos combinando a reforma do quadro para a instalação dos dispositivos de segurança.

Pra finalizar, fica também o alerta quanto ao aterramento TT, principalmente esses feitos sem critério, com poucas ou apenas uma haste.

Um aterramento TN também teria evitado o prejuízo, pois quando a fase encostasse no aterramento o disjuntor detectaria uma corrente de curto, fazendo o acionamento magnético e demonstrando que tinha algo errado no circuito.

CURTA Adolpho Eletricista

Adolpho Eletricista – Seu Eletricista em São Paulo!

Eletricista residencial, predial, comercial e industrial.

Atendo Grande São Paulo e Zona Sul do Estado de São Paulo.

11 96898.4344


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