Disjuntor de Alta Tensão

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Disjuntor de Alta Tensão

O Disjuntor de Alta Tensão é um dos equipamentos mais críticos dentro de uma subestação.

Sua função vai muito além de simplesmente “desligar” um circuito.

É o responsável por interromper correntes elevadíssimas de carga e curto-circuito sem comprometer a estabilidade do Sistema Elétrico de Potência – SEP.

Ocorrendo uma falta, a corrente sobe drasticamente.

Nesse momento, o disjuntor precisa atuar em milésimos de segundos para:

⚽ Isolar o defeito
⚽ Evitar propagação da falha
⚽ Proteger equipamentos do SEP
⚽ Reduzir riscos operacionais
⚽ Manter a estabilidade do sistema

‼️Abrir um circuito em alta tensão não é simples.

Durante a separação dos contatos, é formado um arco elétrico de grandes proporções, que devem ser controlados para evitar acidentes e danos a equipamentos.

Os disjuntores, a fim de extinguir o arco elétrico de forma segura e eficiente, utilizam as tecnologias que seguem:

💡 SF6
💡 Vácuo
💡 Óleo isolante

Uma falha na operação ou manutenção pode ocasionar:

💣 explosões
💣 desligamentos indevidos
💣 perda de seletividade
💣 danos severos em equipamentos
💣 efeito cascata no sistema elétrico

É primordial para quem trabalha com subestações entender sobre:

→tempos de atuação

→ lógica de abertura

→pressão do gás SF6

→supervisão operacional

→intertravamentos

→sincronismo

Disjuntor SF6

Um disjuntor SF6 utiliza o gás hexafluoreto de enxofre como meio isolante e extintor de arco elétrico. Quando contatos internos se separam sob altas correntes, forma-se um arco elétrico. O gás SF6 é então soprado sobre o arco, resfriando-o e absorvendo os elétrons livres, o que extingue o arco e restabelece o isolamento instantaneamente.

Princípio de Funcionamento

O funcionamento dos disjuntores a SF6 baseia-se na movimentação mecânica e nas propriedades físico-químicas do gás.

→ Separação dos Contatos: Ao detectar uma falha ou curto-circuito, o mecanismo do disjuntor separa os contatos principais e de arco. Essa ação inevitavelmente gera um arco voltaico.

→ Sopro do Gás: Junto com a abertura dos contatos, um pistão comprime o gás SF6 contido na câmara (princípio puffer). O gás sob alta pressão é liberado e direcionado diretamente sobre a região do arco elétrico.

→ Extinção do Arco: O arco elétrico aquece intensamente o gás, que se dissocia e absorve a energia. Como o SF6 é altamente eletronegativo, ele captura os elétrons livres do arco elétrico, transformando-os em íons pesados e de baixa mobilidade. Isso reduz drasticamente a condutividade elétrica do meio, extinguindo o arco em milissegundos.

Vantagens e Cuidados

✅ Alta Eficiência: Possui uma rigidez dielétrica e estabilidade térmica muito superiores às do ar ou do óleo.

✅ Aplicações: É a tecnologia padrão para sistemas de alta tensão (geralmente acima de 50 kV), permitindo que os equipamentos sejam muito mais compactos.

✅ Impacto Ambiental: O SF6 puro é um dos gases de efeito estufa mais potentes conhecidos. Por isso, os disjuntores são câmaras seladas que não liberam gás para a atmosfera em operação normal.

✅ Manutenção: É necessário monitorar rigorosamente a pressão do gás. Em caso de vazamentos ou queda de pressão abaixo dos limites seguros, o equipamento emite alarmes ou bloqueia a operação para garantir a proteção do sistema.

Disjuntor a vácuo

O disjuntor a vácuo de alta (e média) tensão é o dispositivo de proteção utilizado para seccionar correntes elevadas e extinguir arcos elétricos.

Seu grande diferencial é usar uma câmara isolada com vácuo extremo para extinguir o arco elétrico em milissegundos, sem riscos de explosão ou vazamento de gases nocivos.

Princípio de funcionamento

A interrupção e o isolamento ocorrem dentro de uma ampola selada a vácuo, que possui um contato elétrico fixo e um móvel. Quando há uma falha na rede ou necessidade de manutenção, o mecanismo abre os contatos e o vácuo impede a formação do arco elétrico.

Vantagens

Isolamento Eficaz: O vácuo é um dos melhores isolantes do mundo, garantindo que o arco elétrico seja extinto rapidamente.

Baixa Manutenção: Por não usar óleo ou outros gases, praticamente não exige substituição de insumos isolantes.

Segurança Ambiental: Ao contrário de disjuntores a gás SF6, não emite poluentes que prejudicam a camada de ozônio ou o efeito estufa.

Vida Útil Longa: Os contatos sofrem um desgaste mínimo durante as operações, garantindo durabilidade mecânica e elétrica.

Aplicações no Mercado

São amplamente utilizados em subestações de energia, indústrias, mineradoras e edifícios comerciais de grande porte.

Marcas consagradas no Brasil, como Siemens, ABB e WEG, oferecem esses equipamentos, geralmente na faixa de 12 kV a 36 kV, em modelos fixos ou extraíveis (gaveta).

Disjuntor a Óleo Isolante

É um dispositivo eletromecânico robusto projetado para interromper correntes elétricas elevadas e extinguir o arco elétrico.Utiliza o óleo mineral isolante como meio de extinção do arco e isolamento elétrico.Embora seja uma tecnologia clássica e pioneira, amplamente substituída por disjuntores a gás SF6 ou a vácuo em novas instalações, ela ainda opera em muitas subestações antigas e cabines primárias.

Funcionamento Básico

Quando ocorre um curto-circuito ou uma sobrecarga na rede, os contatos internos do disjuntor se separam. Durante a separação, surge um arco elétrico de altíssima temperatura. O calor gerado decompõe instantaneamente uma porção do óleo mineral ao redor, gerando uma bolha de gás composta por hidrogênio. Esse gás possui alta condutibilidade térmica, resfriando o arco de forma acelerada, enquanto a pressão direciona o fluxo de óleo fresco para extinguir a centelha permanentemente.

Principais Tipos: GVO vs. PVO

Os disjuntores a óleo são divididos de acordo com o volume de fluido utilizado:

CaracterísticasGrande Volume de Óleo (GVO)Pequeno Volume de Óleo (PVO)
Função do ÓleoExtinção do arco e isolação total da carcaça para a terra.Exclusivamente para a extinção do arco elétrico.
EstruturaGrande tanque metálico aterrado contendo os polos internos.Polos separados por material isolante (como fibra/porcelana).
Aplicações ComunsTensões de até 230 kV.Tensões de até 138 kV ou 145 kV.
Peso e TamanhoExtremamente pesados e volumosos devido ao volume de fluido.Compactos e consideravelmente mais leves.

Vantagens e Desvantagens

Vantagens: Alta capacidade de ruptura em curto-circuito, confiabilidade mecânica comprovada por décadas de operação e simplicidade na manutenção física.

Desvantagens: Alto risco de incêndio ou explosão caso haja falha interna; necessidade de trocas periódicas do óleo mineral devido à carbonização gerada pelos arcos; alto impacto ecológico em casos de vazamento.

Cenário Atual e Manutenção

Por questões de segurança e sustentabilidade, as concessionárias de energia priorizam sistemas modernos de interrupção. Contudo, devido ao alto custo de substituição de infraestruturas completas, o mercado ainda adota com frequência a engenharia de reforma e retrofit de disjuntores a óleo existentes como uma alternativa financeiramente viável.

Fontes: Experiência Profissional, Catálogos e Google.


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